Diretor: Sebastião Lima
Diretora Adjunta: Carla Félix

As Forças Armadas Portuguesas associam-se às comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, com um programa diversificado de atividades que decorre entre 6 e 10 de Junho de 2026, na ilha Terceira, Açores, promovendo o contacto direto da população com a Marinha, o Exército e a Força Aérea. 

Um dos destaques das celebrações será a Exposição das Forças Armadas 2026, instalada na Avenida da Marina, na Praia da Vitória, entre os dias 6 e 10 de junho. O espaço permitirá aos visitantes conhecer de perto equipamentos, viaturas e meios militares dos três ramos, bem como participar em diversas atividades interativas. 

Ao longo dos cinco dias, o público poderá assistir a demonstrações cinotécnicas, operações de inativação de engenhos explosivos, percorrer a pista de airsoft, participar em passeios de bote e visitar um navio da Marinha, além de diversas iniciativas pensadas para todas as idades. A exposição é aberta a todo o público, de forma gratuita, estando igualmente previstas visitas em grupo da comunidade escolar já previamente agendadas. 

A componente cultural das comemorações inclui igualmente dois concertos que juntam a Banda de Música da Força Aérea a artistas locais. No dia 6 de junho, pelas 21h30, sobem ao palco do Auditório do Ramo Grande, na Praia da Vitória, a banda militar em conjunto com o "Coro Pactis". No dia seguinte, a Praça Velha, em Angra do Heroísmo, acolhe a Banda de Música da Força Aérea, acompanhada dos artistas Sónia Pereira e João Barros. 

Além dos concertos, a Banda de Música da Força Aérea vai proporcionar momentos musicais junto de associações e instituições locais, proporcionando um contacto mais intimista e próximo com a comunidade. 

O ponto alto das celebrações terá lugar no dia 10 de junho com a Cerimónia Militar evocativa do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, a realizar no Cerrado do Bailão, num evento presidido pelo Presidente da República, António José Seguro. 

O Estado-Maior-General das Forças Armadas convida os órgãos de comunicação social a acompanhar as atividades programadas, encontrando-se igualmente disponível para a realização de entrevistas e pontos de reportagem prévios às comemorações, mediante coordenação prévia, com vista à divulgação das iniciativas junto do público. 

 

 

PROGRAMA DAS COMEMORAÇÕES:

 

6 de junho 

16h00 – Inauguração da Exposição das Forças Armadas na Marina da Praia da Vitória; 

21h30 – Concerto no Auditório do Ramo Grande, Praia da Vitória, com a Banda de Música da Força Aérea e "Coro Pactis". 

07 de junho 

21h30 – Concerto na Praça Velha, Angra do Heroísmo, com Banda de Música da Força Aérea e os artistas locais Sónia Pereira e João Barros. 

9 de junho 

15h00 – Hastear da Bandeira Nacional no Pátio da Alfândega. 

10 de junho 

10h15 – Cerimónia Militar no Cerrado do Bailão; 

18h00 – Arriar da Bandeira Nacional no Pátio da Alfândega. 

A mudança de pequenos hábitos contribui também para a mitigação dos efeitos das alterações climáticas. A ideia foi expressa pela Presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, terça-feira, dia 26 de Maio de 2026, na abertura da VIII Feira do Ambiente, promovida pela Autarquia e que decorreu até ao dia 28 na Academia de Juventude e das Artes da Ilha Terceira.

 Para Vânia Ferreira, além das decisões políticas e dos avanços tecnológicos, a mitigação do problema também começa em casa.

 “A mudança de paradigma que precisamos de alcançar não depende apenas de decisões políticas ou de avanços tecnológicos. Depende, sobretudo, das pessoas — das suas atitudes, dos seus comportamentos e das suas escolhas diárias. É fundamental capacitar as comunidades com informação clara, acessível e baseada no conhecimento científico, promovendo uma maior consciência ambiental e incentivando a adoção de práticas mais sustentáveis. Mas mais do que sensibilizar, é necessário envolver. Criar oportunidades de participação ativa, estimular o pensamento crítico e fomentar um sentido de responsabilidade partilhada. Cada cidadão deve sentir que tem um papel a desempenhar”, argumenta a autarca praiense.

 “Desde a redução do desperdício à separação de resíduos, da poupança de água à escolha de produtos mais sustentáveis, das opções de mobilidade às práticas de consumo, todas as decisões contam. E quando multiplicadas por uma comunidade inteira, tornam-se verdadeiramente transformadoras”, exemplificou.

 “Importa também refletir sobre a forma como produzimos e consumimos. Durante décadas, o modelo dominante baseou-se numa lógica intensiva e extrativa, muitas vezes desconsiderando os limites dos ecossistemas. Hoje, sabemos que esse caminho não é sustentável. É por isso que se torna cada vez mais urgente promover e valorizar práticas de produção regenerativas”, desafiou Vânia Ferreira.

 “As produções regenerativas vão além da sustentabilidade tradicional. Não se limitam a reduzir impactos negativos — procuram, ativamente, restaurar, revitalizar e fortalecer os ecossistemas. Na agricultura, por exemplo, estas práticas contribuem para a regeneração dos solos, o aumento da biodiversidade, a melhoria da retenção de água e a redução da necessidade de insumos químicos. Ao mesmo tempo, promovem sistemas mais resilientes e adaptados às alterações climáticas”, enfatizou a Presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória.“Mas este conceito não se aplica apenas ao setor agrícola. Pode e deve ser alargado a outras áreas, incentivando modelos económicos que respeitem os ciclos naturais, valorizem os recursos locais e promovam um desenvolvimento equilibrado. Investir em produções regenerativas é investir no futuro: é criar valor económico, social e ambiental de forma integrada; e é garantir que deixamos às próximas gerações um território mais saudável, mais produtivo e mais resiliente. E, mais uma vez, a sensibilização é essencial. Consumidores informados fazem escolhas mais conscientes. Escolhas que incentivam práticas responsáveis e que contribuem para transformar o mercado”, sublinhou Vânia Ferreira, realçando também a importância de todas estas mensagens serem apresentadas de forma simples às crianças e jovens.

 

“Têm uma capacidade única de aprender, de questionar e de influenciar positivamente aqueles que as rodeiam. Ao sensibilizarmos uma criança, estamos a plantar uma semente de mudança que pode crescer e dar frutos ao longo de toda a vida”, concluiu.

 

A VIII Feira do Ambiente é organizada pela Câmara Municipal da Praia da Vitória, contando com a participação da Universidade dos Açores, da Bio Azórica, da Associação “Os Montanheiros”, da GNR, da TERAMB, da Praia Ambiente, o Centro de Meteorologia da Base Aérea N.º 4, do Serviço Municipal de Proteção Civil da Praia da Vitória, do Centro Comunitário da Terra Chã e das Eco-Escolas “O Gu e a Tita” e Escola Básica Integrada da Praia da Vitória.

O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, aprovou uma nova portaria que estabelece a atribuição de 3.000 direitos individuais para o Prémio à Vaca Aleitante (inserido no POSEI).

A medida visa apoiar a transição de explorações leiteiras para a bovinicultura de carne nas ilhas de São Miguel, Terceira e Graciosa, promovendo a sustentabilidade da fileira e o reequilíbrio do mercado regional.

Para o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, a abertura deste período de candidaturas representa uma “oportunidade de reconversão para produtores que, por várias razões sociais e económicas, desde logo relacionadas com a avançada idade e com problemas de saúde, pretendam continuar a obter rendimento da exploração pecuária”.

O governante sublinha o impacto macroeconómico desta decisão, explicando que a reconversão “possibilita a diminuição dos quantitativos produzidos nas ilhas de São Miguel, Terceira e Graciosa, estabilizando as produções de leite e, como tal, a obtenção de melhores preços pagos aos produtores”.

Paralelamente, a transição para a produção de carne é apontada pelo titular da pasta como uma aposta segura e estratégica.

António Ventura lembra que a produção de carne de bovino no território continental português “continua aquém das necessidades de consumo, na ordem dos 45%”.

Esta realidade evidencia uma forte margem de crescimento para o produto açoriano, contribuindo para o aumento do autoaprovisionamento alimentar nacional.

A medida agora implementada concretiza também um compromisso assumido entre o Governo dos Açores e a Federação Agrícola dos Açores - anunciado durante o XXI Concurso Micaelense da Raça Holstein Frísia -, alinhando as políticas públicas com as novas exigências económicas e ambientais do setor.

Para beneficiarem deste pacote, os produtores devem ter a sua localização fiscal nas ilhas abrangidas e ter efetuado entregas de leite em 2025 e 2026.

São igualmente elegíveis as explorações sujeitas a sequestro sanitário, sendo excluídos beneficiários que já tenham recebido direitos ao abrigo de regimes anteriores, salvo situações específicas devidamente previstas.

Como contrapartida estrutural, o apoio exige uma reconversão efetiva, obrigando ao abate de, pelo menos, 95% das fêmeas bovinas elegíveis até 31 de dezembro de 2027, bem como à regularização administrativa com o cancelamento do número de exploração (SERCLA).

Para garantir a estabilidade do processo, os direitos agora concedidos são intransmissíveis até 31 de dezembro de 2032.

O bolo global de 3.000 direitos será distribuído de acordo com a realidade produtiva de cada ilha: 2.173,1 direitos para São Miguel; 795,5 para a Terceira; e 31,5 para a Graciosa.

Em caso de a procura exceder a oferta, a Direção Regional do Desenvolvimento Rural aplicará critérios de prioridade, beneficiando, por exemplo, explorações com indicadores sanitários mais exigentes, menor volume de produção e fatores demográficos.

O período de candidaturas decorre entre 1 e 30 de junho, sendo que os produtores interessados devem submeter o formulário na plataforma oficial ou recorrer ao apoio dos Serviços de Desenvolvimento Agrário da respetiva ilha.

Para mais informações, o contacto deverá ser estabelecido através da Direção Regional do Desenvolvimento Rural. Fonte: Governo Regional dos Açores

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