Escrevi , há já alguns anos, um poema relativo à Praia da Vitória relacionado com o despertar da mesma nesta época do ano:
A Praia
Aos poucos a Praia acorda,
Do seu doce sono de inverno!
As ruas enchem-se.
A noite acontece...
O murmúrio das ondas,
Confundem-se com vozes...
De saudade que se encontram,
A magia aparece.
O luar convida
A permanecer... na Praia!
É nesta altura do ano, em que vivemos, que a nossa cidade atinge o expoente máximo de agitação cultural e social. É de facto como vivêssemos hibernados todo o ano e saíssemos do casulo de isolamento social.
Começam por preparar as ruas, as relvas são cortadas, pintam-se as paredes, cuida-se ao pormenor da aparência da cidade. Nós os habitantes sabemos do cuidado que existe para com a Praia da Vitória nesta altura do ano.
Haverão desfiles, música e animação para todas as idades. Gastronomia para todos os bolsos. Ninguém será esquecido neste festival de alegria. Onde o bom gosto e o saber receber tem provas dadas na cidade de Vitorino Nemésio.
Finalizando os dez dias de festa, arruma-se a casa, faz-se o balanço e não tarde estamos em setembro, voltando a tranquilidade a que nos habituamos ano após ano, esperando o Outono Vivo e o Natal.
Devemos refletir se queremos viver eternamente neste ciclo de acontecimentos ou seguir o exemplo da Junta de Freguesia de Santa Cruz e promover uma efetiva proximidade com os munícipes, chamando-os a entregar na vida da sua cidade!
Votos de umas excelentes Festas da Praia, onde a Praia é um ponto de encontro na Ilha Terceira, na primeira semana de agosto!
Carla Félix, Diretora Adjunta

