Diretor: Sebastião Lima
Diretora Adjunta: Carla Félix

Escrevi , há já alguns anos, um poema relativo à Praia da Vitória relacionado com o despertar da mesma nesta época do ano:

A Praia

Aos poucos a Praia acorda,

Do seu doce sono de inverno!

As ruas enchem-se.

A noite acontece...

O murmúrio das ondas,

Confundem-se com vozes...

De saudade que se encontram,

A magia aparece.

O luar convida

A permanecer... na Praia!

É nesta altura do ano, em que vivemos, que a nossa cidade atinge o expoente máximo de agitação cultural e social. É de facto como vivêssemos hibernados todo o ano e saíssemos do casulo de isolamento social.

Começam por preparar as ruas, as relvas são cortadas, pintam-se  as paredes, cuida-se ao pormenor da aparência da cidade. Nós os habitantes sabemos do cuidado que existe para com a Praia da Vitória nesta altura do ano.

Haverão desfiles, música e animação para todas as idades. Gastronomia para todos os bolsos. Ninguém será esquecido neste festival de alegria. Onde o bom gosto e o saber receber tem provas dadas na cidade de Vitorino Nemésio.

Finalizando os dez dias de festa, arruma-se a casa, faz-se o balanço e não tarde estamos em setembro, voltando a tranquilidade a que nos habituamos ano após ano, esperando o Outono Vivo e o Natal.

Devemos refletir se queremos viver eternamente neste ciclo de acontecimentos ou seguir o exemplo da Junta de Freguesia de Santa Cruz e promover uma efetiva proximidade com os munícipes, chamando-os a entregar na vida da sua cidade!

Votos de umas excelentes Festas da Praia, onde a Praia é um ponto de encontro na Ilha Terceira, na primeira semana de agosto!

Carla Félix, Diretora Adjunta

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Acerca do Jornal da Praia

Este jornal é um quinzenário de informação geral que tem por objetivo a divulgação de factos, opiniões, debates, ideias, pessoas, tendências, sensibilidades, em todos os domínios que possam ser importantes para a construção de uma sociedade mais justa, livre, culta, inconformada e criativa na Região Autónoma dos Açores.

Este jornal empenha-se fortemente na unidade efetiva entre todas as ilhas dos Açores, independentemente da sua dimensão e número de residentes, podendo mesmo dar atenção primordial às ilhas de menores recursos, desde que tal postura não prejudique a implantação global do quinzenário no arquipélago dos Açores.

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