No passado dia 28 de Setembro de 2026, evocou-se o Dia Mundial do Jornalismo, sendo certo, que o jornalismo é uma das grandes conquistas da humanidade, e cabe todas pessoas ligadas ao jornalismo, a defesa global da imprensa como pedra angular das informações jornalísticas, onde o povo passa a conhecer o mundo que o rodeia, e por vezes o jornalismo suporta meios sociais que o afrontam, mas sempre a resistir, impondo a verdade dos factos, pois, o verdadeiro jornalismo repudia radicalmente as fake news.
O jornalismo, a informação jornalística nasceu no nosso país por iniciativa e determinação de duas importantíssimas figuras da Corte de D. Maria, e que foram, José Fontana e Almeida Garrett, que “reclamaram que os jornais, livros e revistas fossem levados pelos correios a casa dos cidadãos”.
No momento em que as novas tecnologias aplicadas ao jornalismo desbravam uma trajectória repleta de interrogações, testando um manancial de novas soluções, algumas das quais com provas dadas e outras com o chão pela frente duvidoso, acorrentadas à IA (Inteligência Artificial), a pressionar mudanças imprevisíveis na informação jornalística, que não poderá pôr em causa a liberdade de imprensa, que surgiu como um dos pilares fundamentais consagrados na nossa Constituição da Republica e petrificados no Direito Internacional de forma fulcral.
A ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social), por ocasião deste evento, realçou a importância de um jornalismo livre, independente, rigoroso e plural, como sendo essencial “para assegurar os direitos dos cidadãos à informação e para o funcionamento das sociedades democráticas”, reconhecendo que a profunda transformação em que se encontra actualmente o jornalismo, nestes tempos tempestuosos em que vivemos, os desafios a enfrentar são particularmente exigentes, nomeadamente com o impacto da digitalização, da IA, e da desinformação na produção e circulação de conteúdos informativos.
A ERC, chamou a atenção para o facto de metade dos concelhos portugueses apresentarem lacunas na cobertura jornalística local, e 45 foram classificados como “desertos de notícias”, isto é, territórios onde a cobertura jornalística de proximidade é inexistente, o que felizmente não sucede como o concelho da Praia da Vitória que tem há 44 anos consecutivos o seu baluarte noticioso, o Jornal da Praia, que nos deve orgulhar a todos os praienses em particular, e aos açorianos em geral.
O Secretário Regional dos Assuntos Parlamentares das Comunidades, do Governo Açoriano, Paulo Estevão ao celebrar esta efeméride, destacou a importância “insubstituível do jornalismo livre, rigoroso e de proximidade, como pilar da democracia territorial do arquipélago”. O jornalismo não é apenas “o relato do quotidiano é a garantia de que as instituições são escortinadas, de que o debate parlamentar e cívico chega a todas as ilhas e de que as nossas comunidades, dentro e fora da região, mantém uma ligação viva e informada com a sua terra”; daí que convém realçar o Sistema de Incentivos aos Média, posto em marcha pelo actual Governo Regional dos Açores, permitiu um alivio fundamental no sufoco que os órgãos de informação da nossa Região Autónoma padeciam, para que nestes tempos difíceis os jornais locais possam chegar às mãos dos leitores.
Sebastião Lima, Diretor

